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A estratégia do Conatus : afirmação e resistência em Espinosa

A estratégia do Conatus : afirmação e resistência em Espinosa
A estratégia do Conatus : afirmação e resistência em Espinosa

Autor: Laurent Bove

Editora: Politeia

Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Ano: 2023
Edição: 1
Número de páginas: 368
Idioma: Português
Formato: 16 x 23
Tradutor: Bernardo Bianchi / José Marcelo Siviero

R$ 98,00
  • Stock: Em estoque
  • Editora: Politeia
  • ISBN: 9786588230060

Frete Grátis Brasil

Prazo de entrega:

Sul e Sudeste de 5 a 7 dias

Centro-Oeste, Norte e Nordeste de 10 a 15 dias

Espinosa inova a concepção do direito natural e rejeita a pro­posta burguesa de basear a passagem deste ao direito positivo em elementos de transcendência. Ao contrário, afirma que entre direito natural e positivo há uma sequência construtiva de potências. Com isso, esta­mos num terreno que, além de se opor radicalmente às concepções modernas e hobbesianas do Estado absoluto, constrói uma alternativa que vale para a atualidade. A constitui­ção do sujeito não se dá apenas no nível do corpo sin­gular, mas, sobretudo, no corpo coletivo. Assistimos, assim, a uma progressão que vai da propensão constitutiva do sujeito, segundo o princípio do prazer, à determinação de sua estrutura teleológica no hábito. O sujeito assim constituído é essencialmente amoroso e, portanto, efetiva­mente estratégico. Redefine-se uma “natureza humana” ativa, liberta e constitutiva. Sujeito estratégico e natureza humana são, portanto, uma só coisa: atividade desejante voltada para a alegria. Laurent Bove dedica-se à hilaridade, ao júbilo como chave para apreender a dinâmica da alegria que conduz ao corpo coletivo. A hilaritas tem a capacidade de nos fazer passar dos afetos passivos aos ativos, abrindo a subjetividade para a potência de experiência plena. Assim, O sujeito é definido pela resistência, pela essência amorosa e alegre que se opõe ao ódio e à tristeza. Na investigação de Bove, a resistência se constitui na complexidade de desenvol­vimento do conatus e se expande em desejo amo­roso. A resistência não é passiva, ela organiza paixões positivas. Chegamos, assim, ao âmago do problema político, onde a ética da resistência, ou seja, a estratégia do conatus, torna-se arma política e instrumento de autonomia política. Ao formar o sujeito, a resistência o transforma de súdito em ator da libertação. É a re­sistência que faz o cidadão, segundo um projeto político de autonomia que amplifica a potência da multidão. Ao romper com o imaginá­rio do direito natural e do contrato, Espinosa faz do conceito de resistência a própria possibilidade de história da multidão.

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Etiquetas: Laurent Bove, 6