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As Distâncias Do Cinema

As Distâncias Do Cinema
As Distâncias Do Cinema

Autor: Jacques Rancière

Editora: Contraponto

Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 166
Idioma: Português
Formato: 14 x 21
Tradutor: Estela dos Santos Abreu
Coleção: Artefíssil

R$ 52,00
R$ 39,00
  • Stock: Em estoque
  • Editora: Contraponto
  • ISBN: 9788578660703
Jacques Rancière não se considera um filósofo do cinema, um teórico do cinema ou um crítico de cinema. Antes, vê-se como um amador, para quem o cinema, sendo um campo múltiplo e heterogêneo, só pode se constituir na encruzilhada entre experiências, afetos e saberes, entre arte, trabalho e coletividade. Ser um amador, e defender essa posição como política, significa então afirmar que o cinema é "um sistema de distâncias irredutíveis entre coisas que têm o mesmo nome sem serem membros de um mesmo corpo". Notável pensador da política, da imagem, da literatura e das artes, neste livro os encontros de Rancière com o cinema se dão por meio de três distâncias: a distância entre cinema e teoria, entre cinema e arte e entre cinema e política. Mas se engana quem supõe que o encontro em questão visa a suprimir essas distâncias. Para Rancière, a distância, ou a separação, é a condição mesma de toda relação. Sendo o cinema, em sua heterogeneidade, um "espaço comum de pensamento", trata-se então de novas mensurações, de ora reduzir, ora repor as distâncias, isto é, de aproximar o que estava distante ou de se distanciar do excessivamente próximo. Ao afirmar que o cinema só existe como uma "fronteira instável que, para existir, precisa ser sempre atravessada", Rancière dedica-se a uma análise que transita pelo interior de diferentes experiências cinematográficas sem submetê-las a enquadramentos conceituais preexistentes. Nessas passagens e tensões, nessas aproximações e distanciamentos entre cineastas tão diversos como Hitchcock, Vertov, Bresson, Minnelli, Rossellini, Straub e Pedro Costa, está a afirmação de que o cinema só é arte contanto que seja mundo: mundo compartilhado para além da realidade material de suas projeções e habitado por formas de vida que são políticas quando são também capazes de estar à altura do que vivem.

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